sábado, 17 de março de 2012

Mentes distraídas são mais inteligentes, aponta estudo


Pesquisa com estudantes conclui que mentes dispersas apresentam maior capacidade de memória.

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(Fonte da imagem: Reprodução/iStock)

Se você costuma duvidar da capacidade mental daquele seu amigo que sempre se distrai realizando tarefas simples, reveja seus conceitos. Pesquisa publicada em uma revista especializada de ciência indica que pessoas com mentes dispersas costumam apresentar mais capacidade de “memória de trabalho”. Isso significa que elas são capazes de realizar duas tarefas simultaneamente.

O estudo consistiu em colocar os participantes para pressionar um botão quando determinada letra surgia na tela. Enquanto isso, os pesquisadores os questionavam periodicamente se suas mentes estavam “vagueando”. Ao fim dos trabalhos, os participantes tinham que memorizar uma série de letras interpostas a questões matemáticas simples.

Quem apresentou mais dispersão durante estes testes também obteve melhores resultados na avaliação de memória. A explicação é a seguinte: uma área extra do cérebro é usada quando você faz contas usando dois números, mas não pode escrevê-la e, segundo o DailyMail, esta capacidade é comumente associada a medidores de inteligência, como o QI.

Fonte: Tec Mundo

quarta-feira, 14 de março de 2012

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Sorvetes viciam tanto como qualquer droga




Drogas causam vício porque quem as usa, com o tempo, sente-se cada vez menos satisfeito quando as consome e por isso precisa suprir a insatisfação mais rapidamente e numa quantidade maior. Mas o Instituto de Pesquisa do Oregon (EUA) descobriu que esse fato também tem a ver com alimentos gordurosos e açucarados. O sorvete, por exemplo, pode ter um potencial de vício tão forte quanto qualquer droga ilegal.

No estudo, os pesquisadores interrogaram 151 adolescentes com idades entre 14 e 16 anos, todos classificados como tendo peso saudável e sem problemas alimentares. Numa entrevista, eles declararam tudo o que haviam comido nas semanas anteriores. No dia do teste, todos tiveram o cérebro ligado a equipamentos de ressonância magnética, enquanto era mostrada a cada um a foto de um milk shake. Conforme os pesquisadores já esperavam, todos sentiram desejo pela sobremesa ao ver a figura. Em seguida, cada um tomou um milk shake de chocolate, enquanto os cientistas estudavam o nível de satisfação. Comparando os resultados, os pesquisadores descobriram que os que haviam consumido mais sorvete, nas semanas anteriores ao teste, apreciaram menos o milk shake e sentiram necessidade de mais.

Este efeito é atribuído à dopamina, o hormônio que proporciona as sensações de prazer e satisfação. Quanto se consome sorvete em excesso, com o passar do tempo, o cérebro libera cada vez menos dopamina a cada porção, o que exige quantidades maiores. Exatamente o mesmo acontece com as drogas. O estudo serviu para demonstrar que podem existir semelhanças entre o tratamento para obesos e dependentes químicos, uma vez que os mecanismos de vício entre alimentos e drogas têm mais coisas em comum do que se imaginava.