quinta-feira, 3 de maio de 2012

Entrevista - Gog - Parte 1 - Afropress

ROBSON NUNES_SAMBA,RAP,FUNK,CINEMA_TEATRO REGINA VOGUE_CURITIBA_PROG.FÁB...

Prêmio Craque do Brasileirão 2010 - Apresentação de Marcelo Adnet - HQ ►...

Primos podem se casar e ter filhos normais?




Existe muita discussão quanto ao casamento entre primos, mas, mesmo assim, muitos deles se casam. No livro “A Consanguinidade em Contexto”, o médico geneticista Dr. Alan H. Bittles comenta enganos comuns a respeito do casamento entre primos, sob os aspectos legais, culturais, religiosos e médicos.
     

O casamento entre primos é tabu em grande parte do mundo. Nos Estados Unidos, 31 dos 50 Estados consideram ilegal a união entre primos de primeiro grau ou o permite somente em determinadas circunstâncias. No Brasil, não existe proibição legal. O casamento consanguíneo encontra resistência por parte da igreja católica. Aproximadamente 2% dos casais brasileiros têm esse grau de parentesco. No Sul da Ásia e no Oriente Médio, por outro lado, 20 a 50% dos casamentos são entre primos de primeiro grau ou parentes ainda mais próximos. Mais de 10% da população mundial estão casados com um primo em segundo grau ou mais próximo, ou têm pais que são primos.



    

Em exemplos famosos, Charles Darwin (autor da Teoria da Evolução das Espécies) e sua esposa Emma (foto) eram primos em primeiro grau. Os avós de Darwin também eram primos. Culturas onde o casamento entre primos é comum reforçam os seus benefícios sociais e econômicos, tais como o fortalecimento dos laços familiares e a manutenção das riquezas na família. Os opositores desse tipo de união argumentam que o casamento entre primos de primeiro grau aumenta o risco de transmissão de anormalidades genéticas.



 

Mas, para o Dr. Bittles (foto), 35 anos de pesquisas sobre as consequências biológicas do casamento entre primos levaram-no a acreditar que os riscos foram muito exagerados. Sem dúvida, as crianças cujos pais são parentes próximos têm maior risco de herdar doenças genéticas, mas os riscos de doença e morte precoce são apenas 3 a 4% mais altos do que no resto da população. E os riscos se aplicam principalmente aos casais que são portadores de doenças que normalmente são extremamente raras. “Em mais de 90% dos casamentos entre primos, o risco de ter um filho com uma anomalia genética é o mesmo que para a população em geral”, afirma Bittles. Além disso, diversos estudos a respeito das consequências deste tipo de matrimônio não consideram a influência de fatores não genéticos sobre a saúde infantil, como, por exemplo, o status sócio-econômico, a dieta materna durante a gravidez e infecções.



   


Algum grau de endogamia (acasalamento entre indivíduos aparentados) foi a norma durante uma grande parte da história da humanidade. Do contrário, como nós nos reproduzimos no começo da humanidade? Os cientistas calculam que os primeiros povos a migrar da África possuíam entre 700 a 10.000 reprodutores. Diante desses números reduzidos e do fato de que tais pessoas estavam dispersas em pequenos grupos e, muitas vezes, casadas dentro da sua tribo, parece inevitável que algum nível de acasalamento entre parentes próximos tenha acontecido.



   

Uma vantagem do casamento entre parentes biológicos próximos é o fenômeno chamado de “purificação”, no qual genes de doenças são expostos e removidos da sequência genética. Graças a esse fenômeno, o casamento entre parentes no início das populações humanas, manteve a ocorrência de desordens genéticas baixa. Hoje, o casamento entre primos está em ascensão em regiões com grande fluxo de imigrantes vindos de áreas onde a prática é mais comum, como o Norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e Meridional. A longo prazo, a redução das famílias e a maior mobilidade em muitas partes do mundo sinalizam que o casamento entre primos deve diminuir,causando mais problemas para a população, no que diz respeito a doenças.



  


Todos os casais, primos ou não, podem ter filhos afetados por problemas de origem genética. Para aqueles que não são da mesma família, este risco é de cerca de 3%. Se o casal tiver códigos genéticos parecidos e defeituosos, que ocorre mais frequentemente se forem primos em primeiro grau, a chance de ter um filho com uma doença recessiva aumenta para 6% a 8% (50% a mais). Mas isso só se àqueles que não têm histórico familiar de doença genética. Se os primos de primeiro grau já tiverem um filho com doença recessiva, o risco de recorrência aumenta para 25%, ou 1 em 4 por gestação (independente do número de gestações), “Doenças genéticas na família também podem elevar o risco, mas é preciso uma avaliação mais detalhada”, explica a Dra. Fernanda Teresa de Lima, geneticista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.



  


É de suma importância para todos os casais, primos ou não, o acompanhamento médico e nutricional no momento em que eles escolhem ter um filho. Várias medidas podem ser tomadas para que se previna a ocorrência de doenças genéticas. “Para casais com o código genético parecido, é interessante que seja feito também um acompanhamento genético com o médico geneticista. Pelo menos de uma a três consultas, para que possamos ter certeza de que não há nenhuma dúvida restante”, explica a Dra. Fernanda. Durante este acompanhamento, será feito o heredograma (a construção da árvore genealógica do casal, que faz um levantamento genético das doenças recessivas na família). Caso não seja encontrado nenhum histórico de doença recessiva na família, a chance de o casal consaguíneo ter um filho com doença recessiva é de 6%. Vale lembrar que hoje, no Brasil, o aborto não é autorizado em nenhum dos casos de doença genética recessiva.

sábado, 21 de abril de 2012

Como os gatos sobrevivem a quedas de grandes alturas?


A sobrevivência de uma gata em Boston, EUA, após uma queda de 19 andares (cerca de 60 metros), levantou a pergunta.


       

Uma gata sobreviveu a uma queda de 19 andares na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Segundo o veterinário Hugh Davis, que tratou da gata Sugar, apesar da altura da queda, estimada entre 45m e 60m, ela não sofreu cortes nem quebrou nenhum osso. O veterinário diz acreditar que ela sobreviveu ao agir como um esquilo-voador, abrindo suas patas como se fossem asas. A proprietária de Sugar, Brittney Kirk, disse que “a gata usou muitas de suas 7 vidas no episódio”.

    


Depois do acidente, Brittany decidiu instalar telas nas janelas do apartamento (ao lado, foto do edifício do qual Sugar caiu)


   


Brittany (foto) deixou uma janela entreaberta na semana passada para que a gata Sugar se refrescasse, mas ela saiu e caiu num gramado. Segundo os cientistas, a habilidade dos gatos de sobreviver a grandes quedas é uma questão de física, biologia da evolução e fisiologia. “Sabe-se que animais têm este comportamento e existem inúmeros casos de sobrevivência de gatos a grandes quedas“, comentou Jake Socha, biomecânico na Universidade Virginia Tech. Numa pesquisa que analisou casos de 132 gatos que caíram de grandes alturas, cientistas observaram que 90% dos animais sobreviveram e apenas 37% precisaram de atendimento de emergência. Um dos animais, que caiu de uma altura de 32 andares (quase 100 metros), diretamente no concreto, teve somente um dente quebrado, um problema no pulmão e foi liberado 48 horas depois.



Feitos para sobreviver

   

Os cientistas explicam que os corpos dos gatos foram feitos para resistir a quedas, desde o momento em que estão em pleno ar, até o momento em que tocam o chão. Eles possuem uma área de superfície do corpo grande, em relação ao peso, o que reduz a velocidade com que chegam ao chão numa queda. A velocidade alcançada por um gato numa queda é menor do que a de humanos e cavalos, por exemplo. Um gato de tamanho médio, com os membros estendidos, alcança uma velocidade de cerca de 97 quilômetros por hora, enquanto que um homem de tamanho médio chega a uma velocidade por volta dos 193 quilômetros por hora.

Árvores

   


Gatos são animais que vivem, essencialmente, em árvores. Quando não vivem em casas ou nas ruas de uma cidade, eles tendem a viver em árvores. Biólogos afirmam que, sendo assim, cedo ou tarde eles acabam caindo. Gatos, macacos, répteis e outras criaturas vão saltar para capturar presas e vão errar, ou um galho da árvore vai se quebrar, ou o vento vai derrubá-los. Então, os processos evolutivos deram a eles a capacidade de sobreviver a quedas. “Ser capaz de sobreviver a quedas é algo muito importante para animais que vivem em árvores e gatos estão entre esses animais“, disse Jake Socha. “O gato doméstico ainda mantém as adaptações que permitiram que eles fossem bons vivendo em árvores.” Segundo os biólogos, por meio de seleção natural, os gatos desenvolveram o instinto para sentir qual lado é o lado para baixo, algo análogo ao mecanismo que humanos usam para o equilíbrio. Então, se eles tiverem tempo o bastante, conseguem torcer o corpo como um ginasta e posicionar os pés embaixo do corpo e, com isso, cair de pé. “Todos os que vivem em árvores têm o que chamamos de reflexo aéreo para endireitar“, disse Robert Dudley, biólogo da Universidade Berkeley, da Califórnia.



Pernas e paraquedas

  

Gatos também conseguem estender as pernas para criar um efeito de paraquedas,. No entanto, ainda não se sabe exatamente como isso desacelera a queda. Eles estendem as pernas, o que aumenta a superfície do corpo. E, quando chegam ao chão, as pernas, feitas para escalar árvores, absorvem o impacto. Gatos têm pernas longas e bons músculos. São capazes de saltar bem, os mesmos músculos direcionam a energia para a desaceleração, ao invés de quebrar ossos.



Ângulos e gatos urbanos

   


As pernas de um gato estão colocadas num ângulo diferente das de homens ou cavalos, por exemplo. Este ângulo diferente faz com que as forças não sejam transmitidas diretamente numa queda. Se o gato caísse com as pernas diretamente embaixo dele, em uma coluna, e as pernas o segurassem firmemente, aqueles ossos se quebrariam. Mas as pernas vão para os lados, as juntas se dobram e a energia é direcionada para as juntas, com menos força indo para os ossos. Os gatos em áreas urbanas tendem a estar acima do peso e fora de forma e, por isso, sua habilidade para se virar durante uma queda e cair em cima das patas é menor. Aquela gata de Boston teve sorte. Mas a maioria dos gatos teriam tido problemas graves no pulmão ou fraturas nas pernas, danos na cauda e também fratura na mandíbula ou um dente quebrado. A lição que fica, para quem tem gatos é POR FAVOR, COLOQUEM TELAS NAS JANELAS.