sábado, 23 de junho de 2012
Meditação: seu cérebro renovado em 30 dias!
Pequena história zen
Nos jardins de um mosteiro zen, um monge estudante estava sentado em posição de lótus, imóvel, com os olhos fechados e mergulhado na mais profunda meditação. O mestre do mosteiro aproximou-se dele e começou a bater, ruidosa e vigorosamente, com o seu cajado no chão. Assustado, o monge abriu os olhos e, vendo que era o seu mestre que fazia tanto barulho, protestou: “Ora essa, mestre, por que está perturbando a minha meditação? Como posso meditar, com o senhor fazendo tanto barulho?” O mestre sorriu serenamente e respondeu: “Inclua o barulho na sua meditação…”
O que é meditação
A historinha acima é bem ilustrativa daquilo que é, realmente, a meditação. Muita gente pensa que meditar é pensar, deixar o pensamento fluir livremente. Outros acham que meditar é concentrar-se em determinada coisa criada na mente, uma chama, por exemplo, e obrigar a mente a fixar-se unicamente naquela coisa. Ambas as noções estão erradas. Meditar não é pensar; pelo contrário, é esvaziar a mente, imobilizar o pensamento. Daí a grande utilidade do processo, porque, com a mente vazia, quieta, silenciosa, é possível ao cérebro descansar e aliviar o estresse do dia a dia.
Meditar também não é concentrar-se em determinada coisa criada na mente e obrigar a mente a fixar-se unicamente naquela coisa. Também neste caso, é o contrário; a meditação não é um processo excludente (que exclui), mas sim inclusivo (que inclui). Nele, a mente não é obrigada a nada, tudo deve ocorrer natural e livremente. Assim, não há nada que não faça parte da meditação, porque ela é abertura total e aquilo que se poderia chamar de um estado de total aceitação e amor. Por isso, a sugestão do mestre zen àquele monge estudante: “Inclua o barulho na sua meditação…”
Não se trata, portanto, de concentração numa única coisa, mas de uma atenção a todos os sons, aos pensamentos que, inevitavelmente surgem, às lembranças que ocorrem, aos receios, às imagens… Meditar é integra-se a tudo, ao Todo, é observar o próprio meditador. Este é o verdadeiro Espelho Mágico das lendas.
Meditação, segundo Krishnamurti
J
iddu Krishnamurti (1895 – 1986) foi um célebre filósofo, escritor e educador indiano. Entre seus temas estão incluídos a revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Assim ele fala sobre a meditação: “Meditação é a atenção em que existe um estado de consciência sem escolha, do movimento de todas as coisas – o canto dos pássaros, o barulho do automóvel, o serrote elétrico, a agitação do vento nas folhas, o riacho barulhento, as crianças gritando, os sentimentos, os motivos, os pensamentos contraditórios e, indo mais ao fundo, a percepção da consciência total. Nessa atenção, deixa de existir o tempo como o ontem que continua no hoje e no amanhã, os movimentos e as distorções da consciência se aquietam e silenciam. Nesse silêncio, há um imenso e incomparável movimento, um movimento imperceptível que constitui a essência do sagrado, da morte a da vida. É impossível segui-lo, pois não deixa vestígio algum, é estático e silencioso, é a essência última de todo o movimento.”
Os mais interessados poderão assistir ao vídeo de uma palestra de Krishnamurti, realizada na Universidade Estadual de San Diego – Califórnia, EUA – sobre o que é meditação. Acessem: http://www.youtube.com/watch?v=ti9YxcXIHm4
Por que indicadores e polegares unidos? iddu Krishnamurti (1895 – 1986) foi um célebre filósofo, escritor e educador indiano. Entre seus temas estão incluídos a revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Assim ele fala sobre a meditação: “Meditação é a atenção em que existe um estado de consciência sem escolha, do movimento de todas as coisas – o canto dos pássaros, o barulho do automóvel, o serrote elétrico, a agitação do vento nas folhas, o riacho barulhento, as crianças gritando, os sentimentos, os motivos, os pensamentos contraditórios e, indo mais ao fundo, a percepção da consciência total. Nessa atenção, deixa de existir o tempo como o ontem que continua no hoje e no amanhã, os movimentos e as distorções da consciência se aquietam e silenciam. Nesse silêncio, há um imenso e incomparável movimento, um movimento imperceptível que constitui a essência do sagrado, da morte a da vida. É impossível segui-lo, pois não deixa vestígio algum, é estático e silencioso, é a essência última de todo o movimento.”
Os mais interessados poderão assistir ao vídeo de uma palestra de Krishnamurti, realizada na Universidade Estadual de San Diego – Califórnia, EUA – sobre o que é meditação. Acessem: http://www.youtube.com/watch?v=ti9YxcXIHm4
Observa-se que, na chamada “Posição do Lótus”, a mais recomendada para a prática da meditação, os dedos polegar e indicador de ambas as mãos se tocam. A razão disso é que o Ki – a energia que constantemente percorre o nosso corpo – normalmente se dispersa para o exterior através desses dedos.
Colocando-os em contato, durante a meditação, essa energia não se dispersa e tende a armazenar-se no organismo, favorecendo as condições necessárias para a prática do processo. Esse fato não é conhecido pela maioria dos cientistas ocidentais que só compreendem aquilo que podem tocar, medir, pesar, cheirar, comer, comprar e vender…
A ciência e a meditação
Muitos estudos científicos sobre a meditação foram realizados, para saber, cientificamente, como esse processo pode beneficiar o ser humano. E os resultados, até agora, têm sido espantosos: pesquisas mostraram que a meditação alivia a dor, aumenta a capacidade de atenção, melhora o sistema imunológico e representa maior conexão entre o corpo e a mente. Foi o que revelou um novo estudo, uma revisão de pesquisas anteriores sobre a meditação, que descobriu que, após quatro semanas de prática (o que equivalente a apenas 11 horas) de meditação , nosso cérebro passa por mudanças físicas notáveis e altamente benéficas.
Os cientistas analisaram os resultados de dois estudos de 2010, um com 45 estudantes da Universidade de Oregon (EUA) e outro com 68 estudantes da Universidade de Tecnologia de Dalian (China). Após duas semanas de prática, os participantes apresentaram maior densidade de axônios (fibras nervosas) no cérebro. Após um mês de prática, além do aumento de densidade das fibras nervosas, foi observada também a expansão da mielina, um isolamento de proteção gordurosa que envolve as fibras nervosas. Esses efeitos foram vistos na região do córtex cingulado anterior do cérebro, que ajuda a regular o comportamento. A atividade nesta parte do cérebro está associada a várias doenças mentais, como déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia. A mudança nessa parte do cérebro afetou os participantes de forma positiva: eles apresentaram melhoras no humor, níveis reduzidos de raiva, ansiedade, depressão e fadiga, além de níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse.
Aplicações
Segundo os pesquisadores, a meditação pode ser utilizada para combater doenças mentais. Trata-se de um processo simples, com potencial para melhorar ou prevenir transtornos do cérebro. “As descobertas deste estudo são notícias boas para todos nós. Se tão pouco quanto 11 horas de treinamento da mente melhora nosso cérebro, essa atividade, acessível a qualquer pessoa, a qualquer momento, nos ajuda a desfrutar de mais clareza mental e estabilidade emocional em nossas vidas”, comentou a neurocientista Elena Antonova, do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres.
Pouca gente sabe que Steve Jobs, o célebre empresário e cientista (fundador e diretor-presidente da Apple até sua morte recente), passou muitos anos na Índia, num mosteiro zen, e era um praticante da meditação. É que ele, ao contrário dos empresários em geral, enxergava um palmo adiante do nariz. Ou vários anos-luz…
7 vacinas que todo adulto deve tomar
Ninguém hesita em levar os filhos para tomar vacina, mas, na hora de zelar pela própria saúde, muitos adultos desprezam este cuidado. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos sujeitos a infecções por vírus e bactérias que, se não forem prevenidas, podem causar muitos e graves problemas de saúde.
As doenças crônicas que se manifestam na vida adulta indicam que o individuo precisa se vacinar tanto para bactérias quanto para vírus. No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos. No caso dos vírus, a imunização dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço, para garantir que a doença não volte.
Confira sete tipos de vacinas que devem constar do seu cartão de vacinação:
1 – VACINA DUPLA / ADULTO / DIFTERIA E TÉTANO
A difteria é causada pela toxina do bacilo Corynebacterium diphteriae que é contraído pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração e até levar a óbito.
O tétano é uma doença infecciosa grave que frequentemente leva à morte. É causada pela neurotoxina tetanospasmina, produzida pela bactéria anaeróbica Clostridium tetani . A neurotoxina compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas. Se a doença não for tratada a tempo, é possível haver uma parada respiratória que pode levar à morte, devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração. Ferir-se com prego ou qualquer metal enferrujado é uma das formas mais comuns de contrair o tétano. A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalos de dois meses. Geralmente essas três doses são tomadas na infância. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz.
2 – VACINA TRÍPLICE-VIRAL – SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA
O sarampo é uma doença viral, uma infecção do sistema respiratório, causada por um paramixovírus do gênero Morbillivirus. É altamente contagiosa e afeta principalmente crianças. É transmitida através de gotículas expelidas pelo nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.
A parotidite infecciosa, popularmente conhecida como papeira ou caxumba, é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus da parotidite infecciosa (foto de microscópio à direita). Conhecida por deixar o pescoço inchado, é uma doença da infância geralmente inofensiva, mas pode causar alguns problemas no adulto, como meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas. A inflamação de uma ou ambas as glândulas parótidas (responsáveis pela produção de saliva), são sua principal característica.
A rubéola é uma doença causada pelo togavírus, é transmitida por via respiratória. Seus principais sintomas são muito parecidos com outras doenças virais comuns na infância, como sarampo e caxumba, geralmente envolvendo febre, manchas avermelhadas pelo corpo, dor de cabeça, dor pelo corpo, dificuldade ao engolir, nariz entupido e aumento dos gânglios. Geralmente cura-se sozinha, mesmo sem tratamento, mas, em mulheres grávidas, o embrião pode sofrer malformações. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento. Mesmo que não apresente sintomas perceptíveis, o doente de rubéola pode contaminar as pessoas com quem convive. O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente. Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.
3 – VACINA CONTRA A HEPATITE “B”
A hepatite B é uma doença infecciosa frequentemente crônica, causada pelo vírus HBV .É transmitida sexualmente ou por agulhas com sangue infectado e pode evoluir paran um quadro de cirrose hepática ou câncer do fígado (hepatocarcinoma). A hepatite B, em geral, não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tiveram a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado. Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença.
4 – VACINA PNEUMO 23 – PNEUMONIA
O pneumococo , bactéria que pode causar a pneumonia entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração (alvos mais fáceis para o pneumococo), devem tomar essa vacina, sempre que há uma campanha de vacinação. Mesmo sendo ela uma das vacinas mais importantes, é a única do calendário que não é oferecida em postos de saúde. Para tomá-la, é preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.
5 – VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA
A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. Se não for tratada, a febre amarela pode levar à morte. Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do País e alguns municípios dos Estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mesmo que efeitos colaterais mais sérios sejam raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita àqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco.
6 – VACINA CONTRA A INFLUENZA (GRIPE)
O vírus da Influenza pertence à família dos ortomixovírus e se apresenta nos 3 tipos A, B e C. O tipo A promove doença de moderada a severa, em todas as faixas etárias e pode causar epidemias, afetando até animais O tipo B afeta somente humanos, principalmente crianças e causa epidemias leves.O tipo C não é epidêmico. A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe. Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam, ela demora uma média de 15 dias para se efetivar. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares.7 – VACINA CONTRA O HPVO vírus do papiloma humano (HPV, do Inglês Human Papiloma Virus) é um vírus (foto microscópica à direita). que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações diferentes. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas, mas certos tipos são frequentemente encontrados em determinadas neoplasias como o câncer do colo do útero, do qual se estima que sejam responsáveis por mais de 90% de todos os casos verificados. A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil.
O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele. Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda. A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos – em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas contra alguns deles

ATENÇÃO PAIS E RESPONSÁVEIS POR CRIANÇAS
Por falar em vacinas, começou no último dia 16 de junho a Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite (paralisia infantil), que continuará até o dia 6 de julho próximo. Devem ser vacinadas as crianças até 5 anos de idade. Em 1994, o Brasil recebeu, da Organização Mundial de Saúde (OMS), o certificado de eliminação da paralisia infantil. Mas a vacinação é importante porque o vírus continua em circulação em 16 países, principalmente nos da África e da Ásia.
Casas longe de tudo e de todos
Algumas pessoas não gostam do agito e estresse da cidade grande. Ou não se dão muito bem com outros seres humanos. Mas as fotos que você vai ver são casos extremos: casas no meio do nada, longe de tudo e de todos. Esses locais não têm nenhuma facilidade tecnológica como comunicação e transporte. É até difícil acreditar que alguém more nessas belas e remotas residências. Se alguém sofrer um acidente em alguma dessas casas, certamente vai ter que atravessar o oceano ou subir algumas montanhas para chegar a um hospital. Você teria coragem de morar em um lugar assim?
NA ISLÂNDIA

Vestmannaeyjar é um pequeno arquipélago no Sul da Islândia. Em uma das ilhas, alguém construiu uma casa, longe de tudo e de todos. Pra falar a verdade, há ocasiões em que a gente sente vontade de morar num lugar assim, não é mesmo?
NA ITÁLIA

Esta está longe da Terra, mas pertinho do céu. O Rifugio Lagazuoi, na Itália, é uma pousada paradisíaca para quem quer (e, sobretudo, para quem pode) descansar em grande estilo. Lá, os visitantes dispõem de luxuosas acomodações privadas, um animado bar e restaurante internacional, além de uma incrível visão das montanhas que cercam a região. Por que você não faz já uma reserva para as suas próximas férias?
NO CANADÁ
Essa solitária residência fica no Rio São Lourenço, que corre pela América do Norte. Aliás, ilhas particulares com apenas uma casa como essa são comuns no país. Gente fina é outra coisa…
NOS ESTADOS UNIDOS
O Boldt Castle é um castelo construído na Heart Island (Ilha do Coração), nos Estados Unidos. O milionário George C. Boldt construiu o castelo, no início do século XX, como forma de mostrar seu amor a sua esposa. Atualmente, acontecem eventos e casamentos no local. Se é verdade que amor se prova com dinheiro, sem dúvida, esse é um grande amor, não é mesmo?
OUTRA NOS ESTADOS UNIDOS

Esse é o Katskhi Pillar, que fica localizado na Geórgia (EUA). A aura mística da construção que fica a 40 metros do chão a tornou em um local de culto. A torre é habitada por um monge, que vive nela há quase 20 anos. Lugar estranho para construir uma igreja, não? Mas, atenção, se você é mulher não poderá visitar o Katskhi Pillar, porque menina não entra. Um Clube do Bolinha esotérico. Mas… por que será que o tal monge tem medo de mulher?
NA SUÍÇA

Essa construção meio torta fica no Monte Rosa, na Suíça. Diversas empresas se uniram para construir essa casa no meio das montanhas. A construção é um modelo de eficiência energética e economia de recursos. É um edifício amigo do meio-ambiente. Feita de aço inoxidável, alumínio e madeira, 90% das necessidades energéticas da casa são supridas através de energia solar. Mas, por que tinha que ser torta?
NA SUÉCIA

Essa casa simpática fica numa ilha na Suécia. Com 137 metros quadrados, a construção inclui uma ampla sala de estar, um quarto para hóspedes e tem até uma sauna. As portas de vidro, que permitem uma ampla visão da paisagem ao redor, tornam o lugar ainda mais belo e diferente. É claro que o dono da casa é também dono da ilha.
NA GRÉCIA

O Holy Trinity Monastery (Mosteiro da Santa Trindade) foi construído em 1476 e fica na Grécia. O mosteiro fica a 400 metros do chão. Antigamente, os monges tinham que subir por uma escada de corda para chegar ao local. Hoje está mais fácil visitar a construção, subindo os 140 degraus feitos nas pedras. Passeio não recomendado para quem tem medo de altura. Do que será que os monges estão fugindo?
NA ITÁLIA

Se você for visitar a Itália, talvez veja essa casa, bem no meio de um penhasco. Ela foi construída há quase 700 anos atrás, em 1319. Não temos a informação sobre quem mora lá. Mas, com certeza, não se trata de alguém muito sociável.
NA FRANÇA

O Refuge des Cosmiques, localizado na França, é um ótimo lugar para esquiadores e alpinistas descansarem. Só é um pouquinho difícil chegar lá.
A improvável ética das máquinas
Os robôs estão se tornando cada dia mais capazes e independentes dos humanos. É preciso desenvolver regras para administrá-los. Mas talvez isso seja impossível.
No clássico filme de ficção científica “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, HAL, o supercomputador da astronave (*), enfrenta um dilema. Suas instruções requerem, tanto que ele cumpra a missão da nave — investigar um artefato próximo a Júpiter –, quanto manter o verdadeiro propósito da missão em segredo. Para solucionar a contradição, ele resolve matar a tripulação. Conforme os robôs se tornam mais autônomos, a ideia de máquinas controladas por computadores enfrentando decisões éticas está saindo do reino da ficção científica e adentrando o mundo real. A sociedade precisa encontrar modos de assegurar que elas estejam mais bem equipadas que HAL para fazer julgamentos morais.
(*) Na foto-reprodução do filme “2001 – uma Odisseia no Espaço”, o computador HAL diz ao comandante da astronave: “Dave… Eu receio que eu não possa deixar você fazer isso…”
De modo nem um pouco surpreendente, a tecnologia militar está na vanguarda da marcha em direção a máquinas autônomas. A sua evolução está produzindo uma variedade extraordinária de espécies. À medida que elas se tornam mais inteligentes e comuns, é inevitável que as máquinas autônomas acabem por fazer mais decisões de vida ou morte em situações imprevisíveis, desse modo assumindo – ou parecendo assumir – independência moral. Sistemas de armas atualmente contam com a participação de humanos na cadeia de comando, mas à medida que se tornarem mais sofisticados, será possível fazer com que as máquinas sigam ordens de modo autônomo.
Quando isso acontecer, elas serão confrontadas com dilemas éticos. Um veículo aéreo não tripulado deveria atirar em uma casa que abriga um suspeito, mas que também está servindo de abrigo a civis?
Um carro sem motorista deveria dar uma guinada para evitar atropelar pedestres se isso significar bater em outros veículos ou pôr a vida de seus ocupantes em risco?
Um robô envolvido em resgates em zonas de desastre deveria dizer a verdade às pessoas se isso pudesse desencadear pânico? Tais questões fazem parte da “ética das máquinas”, que pretende dar às máquinas a habilidade de tomar tais decisões de modo apropriado, ou, em outras palavras, distinguir o certo do errado. E o que é certo e errado nessas situações?
As diretrizes mais conhecidas da ética robô são as “três leis da robótica” cunhadas por Isaac Asimov, um escritor de ficção científica, em 1942 (foto). As leis determinam que os robôs:
1. Protejam os humanos.2. Obedeçam às ordens deles.3. Preservem-se, nesta ordem.
Mas essas leis não são úteis nem viáveis, no mundo real. Robôs de combate podem precisar violar a primeira delas. Regular o desenvolvimento e uso dos robôs autônomos requererá um arcabouço muito mais elaborado e não se sabe se possível.
A evolução da estupidez
Desde o seu aparecimento sobre a Terra, os seres humanos vivem em guerra uns contra os outros. Na pré-história, matavam-se a socos, pontapés, pedras e cacetes. Depois vieram os arcos e flechas, as espadas e catapultas. Com a invenção da pólvora, apressaram-se em aperfeiçoas seus métodos de assassinato em massa, com revólveres, fuzis, metralhadoras, bombas, granadas e canhões.
Agora, com essa coisa de qualidade duvidosa que chamam de “moderna tecnologia”, os humanos estão novamente usando a imaginação para desenvolver geringonças com um poder de destruição nunca visto antes. Como sempre, os Estados Unidos estão na vanguarda da arte de matar e destruir. Ou seja, as armas evoluíram, mas a mente violenta continua a mesma do tempo das cavernas. Será que a criatividade voltada para o mal pode ser chamada realmente de “criatividade”?
Robôs-armas
Armamentos que podem ser disparados à distância não são nenhuma novidade. Mas, cada vez mais, os robôs passam a ser uma realidade nos campos de batalha – ainda que com desempenhos tímidos. Geralmente eles são utilizados para desarmar bombas e não para fazer parte dos combates. Um grupo de robôs estadunidenses foi enviado à guerra do Iraque, mas os robôs nunca chegaram a disparar um tiro, porque o exército não tinha certeza que os robôs não iriam surtar e atirar contra suas próprias tropas. O robô sistema Maars, por exemplo, teve três exemplares enviados ao Iraque em 2009. Ele é um robô que pode ser equipado com quatro lançadores de granadas e uma arma que pode carregar uma munição de até 700 tiros de grosso calibre. Além disso, o equipamento pode liberar bombas de gás lacrimogêneo ou de fumaça. Tem gente que chama isso de “desenvolvimento tecnológico”…
Aviões robôs
Antes, nós dissemos que os robôs não foram utilizados no Iraque porque podiam não ser 100% seguros. Pois os aviões robôs, controlados remotamente, têm exatamente este problema, mas já são utilizados em larga escala porque têm um custo menor que os jatos supersônicos que eram utilizados. Os drones de modelo Predator conseguem levar até dois mísseis Hellfire (a tradução é “Fogo do Inferno…”), enquanto o avião maior, chamado de Reaper, consegue carregar quatro mísseis e duas bombas de até 250 quilos cada. O armamento não é 100% seguro, pois já causou acidentes que mataram civis paquistaneses. Mas será que existe mesmo armamento 100% seguro?
Cada “avanço” um problema
A chamada “tecnologia” tem sido a marca registrada da história da humanidade, desde a invenção da roda até a do colisor de hádrons (**). Mas a verdade é que cada novo avanço gerou novos e graves problemas. Não será diferente com as máquinas autônomas. Quanto mais cedo a questão da independência moral que elas suscitam for respondida, mais fácil será para a humanidade gozar dos benefícios que elas talvez possam trazer. Isso se a questão puder ser respondida e se a “tecnologia” trouxer realmente benefícios.
(**) O Grande Colisor de Hádrons (em Inglês, Large Hadron Collider – LHC) é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo. Seu principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas atômicas. Na física de partículas, os hádrons são partículas compostas, formadas por um estado ligado de quarks. Os hádrons mais conhecidos são os prótons e os nêutrons. O laboratório localiza-se em um túnel de 27 km de circunferência e a 175 metros abaixo do nível do solo, na fronteira franco-suíça, próximo a Genebra, Suíça.
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