quarta-feira, 27 de abril de 2011

Abílio Diniz Diz: Qual o maior acerto na sua vida profissional?

Abílio Diniz Diz: Mudança de comportamento

Abílio Diniz Diz: Qualidades na liderança

Abílio Diniz Diz: Qual o maior acerto na sua vida profissional?



Abílio Diniz Diz

Reflexão




A disciplina, de qualquer modo, não pode ser vista somente como instrumento de imposição de um comportamento. A verdade é que a disciplina é um forte fator favorecedor do nosso (próprio) sucesso.
Olhe ao redor do seu mundo de amizades. Olhe para seus conhecidos. Olhe especificamente para aqueles que são, de acordo com sua visão, pessoas de sucesso. Você poderá notar que elas não são gênios sobrenaturais. Gênios a humanidade teve poucos.
As pessoas de sucesso são pessoas comuns, semelhantes a nós. Nós também temos capacidade para imaginar o que elas imaginaram. Temos também capacidade para planejar o que elas planejaram. Capacidade para materializar o que elas realizaram. No que somos distintos?
No seguinte: as pessoas de sucesso fixaram metas sustentáveis, se motivaram suficientemente e se dedicaram com muita disciplina para o seu projeto. Nisso reside a grande diferença entre os seres humanos.
Nós somos dotados da capacidade de imaginar (de representar imagens) e isso independe da nossa inteligência (capacidade de compreender, de aprender).
Mas quem não se imagina num posto bastante importante, dificilmente chegará nele.
Recordemos Joubert: “A imaginação é o olho da alma”. Nosso espírito só experimenta progresso quando imaginamos esse progresso. Nós temos a capacidade de imaginar um milhão de coisas que nossos olhos não conseguiriam ver.
Podemos imaginar nosso triunfo, nosso sucesso, desde que venhamos a representar imagens positivas do que estamos fazendo. Tudo que conquistamos em nossas vidas primeiro existiu nas nossas imagens, nas nossas representações.
A realidade de sucesso é sempre antecedida da imaginação. Não existe sucesso por acaso. E se por acaso ele lhe aparece, dificilmente se torna sustentável. Do céu e sem nenhum esforço só cai chuva. Da terra sem nenhum trabalho só brota grama. O mais, é fruto da imaginação, da ação e da dedicação.
Quarta dica atribuída a Bill Gates: “Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.”
Essa quarta dica nos conduz a refletir sobre a importância da disciplina na nossa vida. Em quase todas as vezes que nossos pais ou professores são rudes conosco, eles querem nos disciplinar. Os chefes (ao longo da nossa vida) se comportarão da mesma maneira. Prepare-se: assim é a vida.
Muitas vezes eles estão certos. Outras vezes não. De qualquer modo, sempre que não atendemos as expectativas dos outros que mandam no nosso destino, seremos cortados (eliminados) ou punidos.
Por quê? Porque, por experiência, sabemos que o sucesso acompanha normalmente os disciplinados. A indisciplina gera, frequentemente, insucesso. Há exceções a essa regra? Há. Mas o sucesso indisciplinado tende a ser insustentável.
Eugenio d’Ors dizia (segundo Faya Viesca): “Unicamente ganha o céu do poder quem passou pelo purgatório da disciplina”. Manifeste. Dê sua opinião.
O mundo real em que vivemos nos avalia pelo que fazemos. Logo, no mundo real não basta só você existir como ser humano. Logo que nascemos, só pelo fato de sermos seres humanos, contamos com uma série de direitos. Mas em geral são direitos potenciais. A realidade exige que você faça por merecer a conquista de muitos desses direitos.
Quando nascemos temos o direito, constitucionalmente assegurado, de possuirmos uma Ferrari ou um castelo. Não existe nenhuma proibição a quem quer que seja (no plano formal) de ser possuidor uma Ferrari ou de um castelo. Mas seguramente você não vai chegar à sua Ferrari ou ao seu castelo sem passar por muitos “fuscas” ou muitas casas ou moradias modestas.
Encontrar o seu lugar no mundo exige muito esforço e dedicação. Tudo talvez devesse ser diferente. Mas o mundo encantado da felicidade incondicional não existe. A vida é dura. O mundo é exigente.
A competitividade é inexorável. Em tudo. Somos mais de sete bilhões de pessoas habitando o mesmo planeta. Todos, desde o nascimento até a morte, lutamos e, quase sempre, também amamos. Porque a vida não é mais que nascer, lutar, amar e morrer. 
Terceira dica atribuída a Bill Gates: “Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.”
Querer, planejar e não fazer é, em termos de resultado prático, a mesma coisa que não querer, que não desejar. A ação é sempre necessária. Sempre começando pelo menos, até se chegar ao mais. Para que nosso sucesso seja sustentável, devemos galgar todos os degraus passo a passo. A vida de sucesso não é feita de saltos. Eles podem acontecer. Mas se você não tem base boa, seu sucesso pode não ser sustentável.
A ação é fundamental. Mas antes dela vem a imaginação. Einstein dizia que [para o sucesso] a imaginação é mais importante que a inteligência. Em outras palavras, a faculdade de representar imagens, fantasias (a imaginação) é mais importante que a faculdade de aprender ou de compreender (inteligência).
Por quê? Porque você pode ser extremamente inteligente, mas não ter imaginação nenhuma. De outro lado, você pode imaginar pouco e, nesse caso, será difícil superar os limites do imaginado.
Mas o que é que nos credencia a olhar o mundo real (difícil) com otimismo (ou com realismo)? É o saber que já passamos por muitos momentos difíceis e não nos sucumbimos mortalmente. Graves perdas nas nossas vidas, desilusões, frustrações, por tudo isso todos nós já passamos.
Apesar de todos os problemas vividos, o certo é que estamos vivos e, em geral, com boa estabilidade emocional. Para otimizar nossa postura realista frente à dureza da vida não podemos nunca abandonar (esquecer) nosso estoque de vivências: o sentido comum, nossas experiências, as saídas que encontramos em cada situação para superá-la etc.
A experiência normalmente custa muito caro, mas é um patrimônio fantástico que possuímos. Para algo ela vale. Vale para fazer frente aos problemas novos ou recorrentes. A boa experiência serve sempre de GPS para o encontro de soluções.
A aventura de viver não nos permite deixar nunca de lutar e, sempre que possível, também de amar. Somos normalmente muito mais fortes do que os problemas com os quais nos deparamos. Equilíbrio emocional é necessário sempre. Quando acompanhado da crença de que podemos resolver nossos problemas, tudo está pronto para desfrutarmos de uma vida melhor.
“A imaginação dirige o mundo”, dizia Napoleão. Mas claro, desde que seguida da ação exitosa. De qualquer modo, uma coisa é certa: somente os seres humanos conseguem imaginar (fantasiar, representar imagens).
Da dica atribuída a Bill Gates (que vimos antes) resulta evidente que você deve começar de baixo. Mas não conseguirá muita evolução, se você se imagina e se contenta com pouco.
Outro detalhe muito importante: existe a imaginação proativa (positiva) assim como a negativa. Nós temos capacidade para imaginar tudo: o bem e o mal, o sucesso e o insucesso (e até mesmo o fracasso). Podemos imaginar uma esperança assim como um temor.
Tanto podemos usar nossa imaginação para construir um castelo, como para destruir nosso equilíbrio emocional. Esse é o cuidado que temos que ter quando lidamos com a imaginação.
Ela pode ser uma ferramenta poderosa de sucesso, assim como uma ponte para a desgraça, quando ficamos imaginando (sempre) o pior.

Outra inclinação terrível da natureza humana é a de imaginar (quase sempre) o pior, não o melhor. É incrível como a natureza humana tende a ser mais pessimista (em geral) que otimista.
Rivarol (citado por Faya Viesca) dizia: “É mais fácil para a imaginação compor um inferno com a dor que um paraíso com o prazer”.
O prazer, por força de tradições religiosas, parece um interdito (algo proibido) em nossa vida. Parece um pecado. Essa pode ser uma das origens dos nossos pensamentos mais negativos que positivos.
Temos muito mais facilidade de imaginar o inferno que o paraíso, visto que “os prazeres que podemos desfrutar no presente nada são diante do inferno de uma imaginação que nos representa somente o mal, a desgraça e o insucesso” (Faya Viesca).

Há muita gente que sofre de um mundo de males que nunca acontecem. Na base desse sofrimento está a imaginação. Shakespeare dizia que “a natureza não é bastante rica para rivalizar com a magnificência da imaginação”.
A natureza (o universo) pode muita coisa (é forte, tem sua magia), mas a imaginação (do ser humano) pode mais. “Os temores presentes são menos horríveis que os inspirados pela imaginação” (Shakespeare).
As desgraças atuais têm tamanho certo, são mensuráveis. Os temores futuros são infinitos (desmedidos, monstruosos). Com muita facilidade transformamos temores incertos em monstros de sete cabeças. Muitas vezes sem nenhuma base empírica, sem nenhum fundamento na realidade.
O melhor a fazer com nossa imaginação é construir, com ela, nossos castelos. Devemos usar, portanto, o lado bom da imaginação, seu lado construtivo, criador, inspirador, fazer dela uma ponte para o sucesso (não para o fracasso).
A imaginação é muito relevante para o êxito dos nossos empreendimentos, para a nossa boa saúde, para nosso equilíbrio emocional (Faya Viesca).

LUIZ FLÁVIO GOMES

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dicas de Português


1ª) “Aspiramos um ar poluído ou A um ar poluído”?
Alguns verbos podem ser transitivos diretos ou indiretos. A regência muda segundo o seu significado.
a)    Aspirar, no sentido de “respirar, cheirar, absorver”, é transitivo direto:
“Ele aspira (TD) o perfume (objeto direto = sem preposição)”,
“O aparelho aspira (TD) o pó (OD)”;
b)    Aspirar, no sentido de “almejar, desejar”, é transitivo indireto
(=aspirar a alguma coisa):
“Ele aspira (TI) a este cargo (objeto indireto = com a preposição a)”,
“Eles aspiravam (TI) ao governo de São Paulo (OI)”.
É muito triste encontrarmos “cartas de apresentação” nas quais o candidato afirma “aspirar muito o emprego”. O “coitado” ainda não foi contratado e já está “cheirando o emprego”!
Portanto, quanto à dúvida de hoje, o certo é: “Aspiramos (TD) um ar poluído (OD).”
2ª) IMPLICA sacrifícios ou IMPLICA EM sacrifícios?
Na sintaxe popular brasileira, encontramos frequentemente o verbo implicar como se fosse transitivo indireto (= com a preposição em). Alguns gramáticos já aceitam essa regência.
Entretanto, eu prefiro, em textos formais, evitar o uso da preposição em. A regência clássica do verbo implicar, no sentido de “envolver, produzir como consequência”, não pede preposição, ou seja, o verbo é transitivo direto.
Portanto, devemos usar “implica sacrifícios”.
3ª) CAJU  ou  CAJÚ?
O certo é CAJU. As palavras oxítonas terminadas em “u” não têm acento agudo.
A regra das palavras oxítonas ( =sílaba tônica na última sílaba) manda acentuar graficamente só as terminadas em “a”, “e” e “o “, seguidas ou não de “s”:
A(s): sofá, sabiá, atrás, aliás…
E(s): café, você, invés, chinês…
O(s): cipó, avô, avós, propôs…
Observações:
a)    As formas verbais terminadas em “a”, “e” e “o”, seguidas dos pronomes
LA(S) ou LO(S) devem ser acentuadas: encontrá-lo, recebê-la, dispô-los, amá-la-ia, vendê-lo-ia…
b)    Acentuamos a palavra PORQUÊ quando está substantivada ou no fim da frase: “Não sei o porquê de tudo isso.”
c)    Não se acentuam as oxítonas terminadas em:
I(s): aqui, Parati, anis, barris, dividi-lo, adquiri-la…
U(s): caju, bauru, Bangu, urubus, compus, Nova Iguaçu…
AZ, EZ, OZ: capaz, talvez, feroz…
OR: condor, impor, compor, propor…
IM: ruim, assim, folhetim…
É importante lembrar que essa regra não foi alterada pelo novo acordo ortográfico.

Você sabia ?


  • Uma dona-de-casa percorre 16 km diariamente para executar todas as tarefas domésticas.
  • Um grilo pode saltar obstáculos quinhentas vezes maiores que ele. O salto de uma pulga alcança os 33 centímetros. Proporcionalmente é como se um homem pulasse dezoito metros.
  • O nariz pode perceber até 6850 cheiros diferentes.
  • Bater o carro a 100 km/h tem o mesmo impacto que cair do oitavo andar de um prédio.
  • O terremoto de 1906 em São Francisco teve uma potência equivalente a 2500 bombas de Hiroshima.
  • Um lápis inteiro conseguiria desenhar uma linha de 56 km ou escrever aproximadamente 50 mil palavras.
  • Um pacote com 1 milhão de dolares, só com notas de um dolar, pesa 1230quilos.
  • O chicote faz aquele barulho de espoleta porque se movimenta a uma velocidade superior à do som (1220km/h).


Momento da Reflexão


Enchente em Santa Catarina - "Um castigo divino"

Hoje fui à formatura de meu sobrinho, filho de um primo querido e um de meus melhores amigos. A formatura aconteceu na Igreja Batista Getsêmani e, embora ame profundamente meu sobrinho, meu primo e sua esposa, em certo momento do sermão tive que me levantar ostensivamente e sair dali enquanto sacudia a cabeça, enojado.

Não, "enojado" é pouco.

Mas voltemos um pouco no tempo.

Há alguns dias, Luca, que tem a mesma idade do meu sobrinho, também se formou no segundo período. Sua festa na escola foi alegre, repleta de dança, teatrinho e brincadeiras. Luca e sua turma apresentaram três músicas, assim como as demais crianças dos outros períodos. Tudo durou pouco mais de duas horas, mas sempre com muita alegria, riso e descontração.

A cerimônia de meu sobrinho aconteceu na Igreja Batista ligada à escola na qual ele estuda e durou quase três horas. Três horas de pregações com uma ou outra música jogada no meio. Músicas com letras religiosas, claro. As crianças vestiam ternos e vestidos formais, contrapondo-se aos figurinos festivos da festa de Luca.

Até aí, tudo bem. Ninguém disse que uma formatura precisa ser divertida (e depois de sairmos dali é que iríamos realmente festejar a data). Porém, as pregações de um certo pastor Jorge Linhares, um senhor que passei a considerar repulsivo, me despertaram nojo absoluto. Em primeiro lugar, ele começou a falar sobre como o mundo está cada vez mais entregue à "perversão". Ok, mesmo que hoje não existam mais arenas nas quais pessoas são devoradas por leões para a diversão alheia e que estejamos longe dos tempos sombrios da Idade Média, há pessoas que acreditam que o mundo vem piorando de século para século. Vá lá.

Mas então, para provar seu ponto, o senhor Jorge Linhares citou as enchentes em Santa Catarina. "Um castigo divino". Chegou à compará-las ao dilúvio, explicando que Noé não pôde abrir a Arca para os pecadores.

Esqueçamos, por um momento, que estávamos na cerimônia de formatura de crianças de 5 e 6 anos e que aquele "sermão" era completamente inadequado ao contexto. Ainda assim, como justificar que aquele... "pastor" estivesse argumentando através de uma lógica torta que as vítimas da enchente foram alvo de uma "punição" divina? De acordo com o senhor Jorge Linhares, os mortos, feridos e desabrigados de Santa Catarina mereceram o que tiveram, já que Deus precisa punir o mundo "perverso" que estamos construindo. Que alma caridosa, não?

Lembrei-me daqueles que dizem que a AIDS é a punição divina para os gays. E também daqueles que celebraram a morte de Heath Ledger como a punição a um ator que encarnou um homossexual. E, claro, do televangelista crápula Pat Robertson, que, poucos dias depois do 11 de Setembro, disse em seu programa de rádio que aquilo tinha sido uma punição de Deus à liberalidade cada vez maior dos Estados Unidos e a tolerância aos homossexuais.

E já que falei nos homossexuais...

... depois de usar uma tragédia como a de Santa Catarina para "provar" um argumento repulsivo e ilógico, o pastor Jorge Linhares, num exemplo absurdo de non sequitur, passou a atacar os gays. "Muitos defendem o casamento entre homossexuais", disse o senhor Linhares, babando ódio e irracionalidade. "Eles não têm que se casar de forma alguma, não podem. Isso é preconceito? É preconceito, sim, mas que temos que ter mesmo! Esse tipo de casamento vai destruir a instituição do matrimônio. E outra coisa: alguns defendem que casais homossexuais possam adotar crianças órfãs. Não podem, não. É preferível que as crianças cresçam no orfanato do que criadas por um casal de homossexuais".

Lembro, mais uma vez, que este homem que passei a considerar um verdadeiro crápula estava discursando numa formatura de crianças de 5 e 6 anos de idade.

Foi neste instante que me levantei e saí, levando Luca comigo. Quando Luca perguntou por que estávamos saindo, expliquei que aquele moço lá na frente estava usando o nome de Deus para falar coisas erradas que inspiravam o ódio. E que Deus não gosta de ver as pessoas se odiando, que ele gosta de ver o Amor. Mas que, infelizmente, existem pessoas que usam o nome de Deus para enganar, para enriquecer ou para ganhar algum poder de influência e que, para isso, transmitem mensagens repugnantes e erradas como aquela.

Ensinar crianças a odiar? A discriminar? A julgar o próximo apenas porque este é diferente?

Minha revolta, nesse momento, é indescritível. Sinto minha cabeça girar de raiva. Como alguém pode submeter crianças a uma lavagem cerebral como esta, à influência maligna, cancerosa, de um "pastor" como o senhor Jorge Linhares?

Não sou um profundo conhecedor das Leis, mas suponho que o discurso preconceituoso do "pastor" Jorge Linhares infrinja algumas delas. E sei que seu "sermão" odioso foi filmado por dezenas de câmeras. Gostaria muito de vê-lo na cadeia.

A liberdade religiosa não implica no direito de fazer apologia da homofobia. E se é este tipo de crápula que fala em nome de Deus nas igrejas evangélicas...

... o Diabo está bem representado.


Pastor Jorge Linhares - Igreja Batista Getsêmani  - MG

Informe-se


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Os historiadores não sabem muito sobre a história inicial do beijo. Quatro textos em Sânscrito Védico, escritos na Índia por volta de 1500 a.C.parecem descrever pessoas se beijando. Isso não significa que ninguém tenha se beijado antes, nem que os indianos tenham sido os primeiros a se beijar. Os artistas e escritores podem ter considerado o beijo particular demais para ser descrito na arte ou literatura.
Após sua primeira menção por escrito, o beijo não apareceu muito na arte ou na literatura por algumas centenas de anos. O poema épico indiano “Mahabharata” descreve o beijo nos lábios como um sinal de afeto. O “Mahabharata” foi transmitido oralmente por milhares de anos antes de ser escrito e padronizado, em torno de 350 d.C.
O texto religioso indiano “Vatsyayana Kamasutram“, ou o “Kama Sutra“, também descreve uma variedade de beijos. Ele foi escrito no século VI d.C. Os antropólogos que acreditam que o beijo é um comportamento aprendido afirmam que os gregos souberam sobre ele quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 326 a.C.
Não há muitos registros sobre os beijos no mundo ocidental até a época do Império Romano. Os romanos costumavam usar o beijo para cumprimentar amigos e familiares. Os cidadãos beijavam a mão do Imperador e, naturalmente, as pessoas beijavam seus parceiros. Os romanos tinham três categorias para o beijo:
  • osculum era um beijo na bochecha
  • basium era um beijo nos lábios
  • savolium era um beijo profundo
Os romanos também iniciaram várias tradições relacionadas ao beijo que perduram até hoje. Na Roma antiga, os casais ficavam noivos beijando-se apaixonadamente na frente de um grupo de pessoas. Essa é, provavelmente, uma das razões pelas quais os casais modernos se beijam ao final de cerimônias de casamento. Além disso, embora a maioria das pessoas pense que somente cartas de amor são “seladas com um beijo”, os beijos foram utilizados para selar contratos jurídicos e comerciais. Os antigos romanos também costumavam beijar como parte de suas campanhas políticas. No entanto, vários escândalos de “beijos por votos” na Inglaterra do século XVIII levaram, teoricamente, os candidatos a beijar somente jovens e idosos.
O beijo também teve sua função nos primórdios da Igreja Cristã. Os cristãos com freqüência se cumprimentavam com um osculum pacis, ou beijo sagrado. De acordo com essa tradição, o beijo sagrado causava uma transferência de espírito entre as duas pessoas que se beijavam. A maioria dos pesquisadores acredita que o objetivo desse beijo era estabelecer vínculos familiares entre os membros da igreja e fortalecer a comunidade.
Até 1528, o beijo sagrado era parte da missa católica. No século XIII, a Igreja Católica o substituiu por um cumprimento de paz. A Reforma Protestante no século XVI removeu totalmente o beijo da prática protestante. Na verdade, o beijo sagrado não exercia uma função na prática católica religiosa moderna, embora alguns cristãos beijem símbolos religiosos, como o anel do Papa, por exemplo.
Embora atualmente, poucos  religiosos incorporem o beijo sagrado, o beijo ainda prevalece na cultura ocidental. Hoje em dia, as pessoas se beijam em várias situações por motivos diversos.
Mas nem todos os beijos são felizes. Obras da literatura como “Romeu e Julieta” descreveram beijos como “perigosos” ou “mortais” quando compartilhado com as pessoas erradas. Algunsestudiosos do folclore e críticos literários vêem o vampirismo como um símbolo dos perigos físicos e emocionais decorrentes de se beijar a pessoa errada.
Atualmente, a maioria das culturas em todo o mundo pratica o beijo, mas possui diferentes opiniões sobre quando e onde o beijo é apropriado. Nos anos 90, vários artigos na mídia relatavam uma tendência entre os jovens de beijar em público no Japão, um país onde o beijo tradicionalmente era visto como uma atividade privada.
O beijo de Judas
Um dos beijos mais famosos do mundo ocidental foi o beijo de Judas Iscariotes usado para trair Jesus antes da crucificação. Esse beijo teve forte influência sobre as práticas espirituais cristãs. Grupos da igreja logo omitiram o beijo sagrado, ou se abstiveram por completo de beijar na Quinta-Feira Santa. A Quinta-Feira Santa é a quinta antes da Páscoa e o dia utilizado para comemorar a Última Ceia, após a qual Judas traiu Jesus nos Jardins do Getsêmani.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Informe-se

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Histórias, mitos e os prós e contras para a saúde desta deliciosa guloseima
Com a chegada da Páscoa, o que todo mundo quer é um coelhão para trazer aquele merecido ovo de chocolate. Pois é, chocolate combina com amor, beijos, carinho e porque não, com sexo – apesar de uma pesquisa mundial séria ter revelado que as pessoas, principalmente as mais carentes, preferem chocolate a sexo. Melhor seria ter os dois…
Breve história
O chocolate já é especial desde o nome que originalmente é Theobroma, que do grego quer dizer “alimento dos deuses”, e não deve ser à toa.
A história do chocolate começou com as civilizações asteca e maia, na América Central, onde hoje ficam os territórios do México e da Guatemala.
Lá no México, os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl. Ele personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu para o povo as sementes de cacau. Eles festejavam as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas taças de chocolate.
Um dia Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem – a Terra do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano de “um cunho”, que ocorria uma vez a cada ciclo de 52 anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas.
Em toda aquela região a importância do cacau não residia apenas no fato de que dele se obtinha uma bebida fria e espumante, chamada “tchocolath”.
Colombo, o primeiro europeu a provar o chocolate, não lhe deu a mínima importância. Mal sabia que um dia ele seria apreciado no mundo inteiro.
Hoje, o Brasil ocupa a posição de sexto maior produtor mundial de cacau.
Sexo e chocolate
Uma piada diz que chocolate é melhor que sexo porque até mole é gostoso. Hehehehe. Bobagem.
Uma das melhores notícias sobre o chocolate nos últimos tempos, é que o chocolate tem substâncias que são antioxidantes, ou sejam, que ajudam a prevenir doenças e o envelhecimento, por isso surgiram os tratamentos estéticos a base de chocolate, como banhos, sabonetes, barras de massagem etc.
Mas cuidado, o chocolate ainda é um alimento altamente calórico, por isso o melhor é associar a uma boa noite (ou melhor, um dia inteiro de amor), porque ai você pode comer seu chocolate e gastar as calorias ao mesmo tempo.
Aliás, você sabe quantas calorias são gastas durante o ato sexual, mas tem que ser aquele bem feito, com beijos, carinhos, mudanças de posição, etc? Estudos realizados por especialistas em gasto calórico e atividades físicas mostraram que a média de gasto por hora é de 350 calorias- ou seja, melhor do que uma hora de esteira!
O prazer químico do chocolate
O problema é que o chocolate, como qualquer alimento calórico engorda sim. Ele é um alimento rico em calorias, composto por carboidratos, gorduras e uma pequena porção de proteínas. Os estudos demonstram que o cacau, que é a base do chocolate, possui substâncias químicas que podem causar o mesmo tipo de sensação percebida em pessoas viciadas em álcool ou drogas.
Uma delas é a anandamina, um tipo de gordura que ativa os receptores químicos cerebrais. As pesquisas concluíram que uma barra de chocolate pode produzir uma sensação leve de bem estar, o suficiente para viciar mesmo.
O chocolate também traz em sua composição substâncias estimulantes como a cafeína e a teobromina. Uma barra de chocolate possui aproximadamente dez miligramas de cafeína, que ajudam a elevar o estado de excitabilidade e bem estar.
Além disso, o chocolate tem efeitos sobre a serotonina e a dopamina cerebrais, substâncias presentes na regulação do humor e nos comportamentos compulsivos. A serotonina, por exemplo causa aquela sensação de bem estar quando estamos felizes, seja após uma refeição ou por amor, tudo é intermediado quimicamente, por isso alguns antidepressivos mais modernos regulam justamente a serotonina, assim como alguns dos medicamentos mais eficazes e modernos para emagrecer.
O CHOCOLATE É DO BEM!!!!!
APESAR DE SER ALTAMENTE CALÓRICO, SUAS GORDURAS NÃO AUMENTAM O COLESTEROL E AINDA PREVINEM O APARECIMENTO DE DOENÇAS E DO ENVELHECIMENTO.
Pena que engorda
As calorias contidas numa barra de 45g equivalem a três e meio pães franceses ou a quatro copos médios (200 ml) de leite. Ou seja, qualquer pessoa saudável deve consumir chocolate, no máximo, de uma a duas vezes por semana. Quem é obeso ou faz dieta para perda ou manutenção de peso, deve evitar, mesmo os ligths e diets, que são também altamente calóricos. Mas podemos fazer uma exceção agora na Páscoa.
Nutrição
O chocolate é uma excelente fonte alimentar, rico em de magnésio, um nutriente essencial para a saúde dos ossos e dentes, e para a função normal dos nervos, músculos e do sistema imunológico.
O chocolate também contém um tipo especial de gordura, o ácido esteárico que, ao contrário da maioria das gorduras saturadas, não eleva o colesterol. São ainda encontradas no chocolate as catequinas, poderosos antioxidantes que previnem o envelhecimento natural e ajuda no tratamento e prevenção do aparecimento de várias doenças no corpo.
A função dos antioxidantes é proteger o organismo dos radicais livres, produzidos em situação de estresse e que contribuem para o envelhecimento, além de aumentar os riscos de doenças cardíacas.
Estudos recentes mostram que os níveis de catequinas no chocolate são comparáveis aos encontrados no chá preto, conhecido como uma importante fonte de antioxidantes. Então aproveite a Páscoa. Depois dê um jeitinho de perder as calorias