segunda-feira, 2 de maio de 2011
Reflexão
As potestades do mal e o diálogo necessário
Jung Mo Sung *
Adital -
"O dado mais marcante do mundo moderno é o crescimento acelerado de
Adital -
"O dado mais marcante do mundo moderno é o crescimento acelerado de
um novo tipo de sociedade -a sociedade de consumo.
"A sociedade de consumo é um fruto da técnica e do capitalismo. Historicamente,
"A sociedade de consumo é um fruto da técnica e do capitalismo. Historicamente,
ela apareceu no mundo ocidental quando a burguesia ascendeu ao poder político e
colocou a técnica a serviço de seu próprio enriquecimento. A propriedade privada,
que na sociedade pré-industrial havia servido para dar segurança às pessoas comuns,
deixou de cumprir uma função social e se transformou num direito absoluto.
Surgiram as grandes indústrias capitalistas. A palavra de ordem passou a ser o
aumento constante de produção, ainda que boa parte dela consistia em trivialidades [...].
Toda outra atividade que não incidisse diretamente no desenvolvimento industrial
seria relegada a um plano secundário. As relações trabalhistas estariam
regidas fundamentalmente pelo princípio da conveniência pessoal dos proprietários
da indústria, para os quais a propriedade seria um meio de enriquecimento e
não um instrumento de serviço à sociedade. Os meios massivos de
comunicação (especialmente o rádio e a televisão) seriam utilizados para condicionar
os consumidores a um estilo de vida em que se trabalha para ganhar, se ganha para
comprar e se compra para valer. Como demonstrou Jacques Ellul, ‘o estilo de vida
é formado pela publicidade’. A publicidade está controlada por gente cujos
interesses econômicos estão ligados a aumento de produção, e este, por sua vez,
depende de um consumo que somente é possível numa sociedade na qual viver é
possuir. A técnica é assim colocada a serviço do capital para impor a ideologia de consumo".
"A ideologia do consumo se impões no mundo moderno, inclusive em lugares onde
"A ideologia do consumo se impões no mundo moderno, inclusive em lugares onde
a miséria domina. Os meios massivos de comunicação se encarregam de difundir,
tanto nos bairros ricos como nas favelas dos grandes centros urbano, a imagem de
felicidade, o homo consumens. O resultado é que o mundo inteiro vai transformando-se
numa ‘aldeia global’ que encontra no consumo seu princípio de unidade".
"Por trás do materialismo que caracteriza a sociedade de consumo estão os
"Por trás do materialismo que caracteriza a sociedade de consumo estão os
poderes de destruição a que se refere o Novo Testamento. O apóstolo Paulo
particularmente discerniu que os principados e potestades do mal estavam
entrincheirados em estruturas ideológicas que oprimiam os homens [cf. Ef 6,12]."
"A vigência destes conceitos paulinos é óbvia quando se compreende o caráter
"A vigência destes conceitos paulinos é óbvia quando se compreende o caráter
idolátrico e o poder de condicionamento da sociedade de consumo. Traduzido na
linguagem da sociologia moderna, o vocabulário do Apóstolo aponta para
instituições e ideologias que transcendem ao indivíduo e condicionam seu pensamento
e seu estilo de vida. Tanto aqueles que circunscrevem a ação dos poderes do mal ao
terreno do ocultismo, da possessão demoníaca e da astrologia, como os que consideram
que as referências neotestamentárias a estes poderes são uma mera casca mitológica
da qual é necessário extrair a mensagem bíblica, terminam reduzindo o mal a um
problema pessoal e a redenção cristã a uma experiência individual. Uma alternativa
melhor é aceitar o realismo da descrição bíblica e entender a situação do homem no
mundo em termos de escravidão a um mundo espiritual, do qual necessita ser liberto. [...]
Em sua rebelião contra Deus, o homem é escravo dos ídolos do mundo, por meio dos
quais atuam estes poderes. E os ídolos que hoje escravizam o homem são os ídolos
da sociedade de consumo."
"A igreja está chamada a encarnar o Reino de Deus em meio aos reinos deste mundo.
"A igreja está chamada a encarnar o Reino de Deus em meio aos reinos deste mundo.
O evangelho não lhe deixa outra alternativa. A fidelidade ao evangelho tem
como concomitante o conflito com o mundo. [...] O conflito é inevitável quando a igreja
toma a sério o evangelho. Isto é tão verdadeiro hoje na sociedade de consumo como
o foi no primeiro século".
Estas palavras parecem ser escritas hoje por algum teólogo da libertação. Mas, na
Estas palavras parecem ser escritas hoje por algum teólogo da libertação. Mas, na
verdade, foram escritas em 1976 por um teólogo batista colombiano - radicado na
Argentina-, René Padilla, que pertence a um setor do cristianismo conhecido como
evangelical e é um dos principais nomes da "teologia da missão integral". Eu reproduzi
estas palavras (do livro Missão Integral), não somente porque são extremamente atuais,
mas para mostrar que a teologia da libertação não tem e nem teve, na América Latina,
o monopólio sobre a reflexão teológica comprometida com a causa dos mais pobres e
com a justiça social.
Nem todos cristãos, Igrejas ou documentos eclesiásticos que lutam pela justiça
Nem todos cristãos, Igrejas ou documentos eclesiásticos que lutam pela justiça
social são "filiados" à teologia da libertação. O "cristianismo de libertação" é mais
amplo do que a TL ou as CEBs. Eu penso que é importante lembrarmo-nos
disto para reduzirmos todas as formas de cristianismo que lutam por justiça social
à TL (que aparecem em muitos textos pró-TL que circulam na Internet nestes dias).
Pois isto seria não reconhecer e respeitar outros grupos que lutam por uma sociedade
mais humana em nome da mesma fé cristã, mas que pertencem a outras correntes
teológicas e eclesiais. Sem este reconhecimento não é possível um diálogo
frutífero e necessário em torno desta mesma luta.
Aliás, é estranho ver que para muitos grupos cristãos "filiados à TL" é mais fácil ou
Aliás, é estranho ver que para muitos grupos cristãos "filiados à TL" é mais fácil ou
aceitável propor ecumenismo ou diálogo religioso com pessoas de outras religiões
não-cristãs (budismo, candomblé, etc.) do que com setores evangelicais e
pentecostais do cristianismo. Talvez seja por não conhecer textos teológicos
tão sérios e comprometidos como o que citei acima.
domingo, 1 de maio de 2011
Pérolas do Luh
Uma amiga e fãzinha minha "Marrentelle", costuma "perolar" em suas postagens no Facebook e quando conversa comigo. Vamos ver algumas:
- "descançar" ,
- Numa conversa pedi brincando para que ela me perdoasse e ela negou, mas insisti, então ela disse: "PERDOU"... Eu então perguntei, "PERDOU"? e ri muitooo... rs
- no mesmo momento ela disse: tô até com medo de falar com você, agora vou ter que ter muita "ATENÃO", perguntei: pra que você vai querer um antenão?kkkkkk . . . eita falta de ATENÇÃO...
P.S.: Você também, se cometer pérolas on line, certifique-se que ele estará aqui no blog!!!
sábado, 30 de abril de 2011
Informe-se
Como é feita a mortadela ?
Mortadela (em Italiano, Mortadella) é um embutido feito de carnes de diversos animais, especialmente suínos e bovinos, e cubos de gordura, geralmente do pescoço suíno. Os temperosgeralmente usados incluem pimenta preta (inteira ou moída), murta, noz moscada e coentro.
Existem duas teorias sobre a origem da palavra mortadela. A primeira indica que o recheio de porco que este enchido contém era, no passado, moído finamente, de forma tradicional, até chegar a uma consistência de goma, sendo usado para este efeito um almofariz, conhecido em Italiano como mortaio. O nome poderia, assim, ser proveniente da utilização deste instrumento.
A segunda teoria sugere que o nome mortadela pode ser derivado de uma salsicha romanatemperada com murta, em vez de pimenta, designada pelos romanos como farcimen mirtatum
A mortadela teve origem em Bolonha, na Itália. Um relato de uma linguiça similar à mortadela datado de 1376 pode ser a referência mais antiga da iguaria.
Foi levada para a América Latina pelos imigrantes italianos, no início do século 20, sendo hoje popular no Brasil, na Argentina e no Uruguai.
A atriz Sophia Loren é considerada madrinha do produto após ter estrelado um filme chamado La Mortadella em 1971.
No Brasil, a Instrução Normativa N.º 4/2000 do Ministério da Agricultura definiu a classificação em cinco variedades de Mortadela:
* Mortadela (propriamente dita)
- Carnes de diferentes espécies de animais de açougue, carnes mecanicamente separadas, até o limite máximo de 60%; miúdos comestíveis de diferentes espécies de animais de açougue (Estômago, Coração, Língua, Fígado, Rins, Miolos), pele e tendões no limite de 10% (máx) e gorduras.
* Mortadela Tipo Bologna
- Carnes Bovina e/ou suína e/ou ovina e carnes mecanicamente separadas até o limite máximo de 20%, miúdos comestíveis de bovino e/ou suíno e/ou ovino (Estômago, Coração, Língua, Fígado, Rins, Miolos), pele e tendões no limite de 10% (máx) e gorduras.
* Mortadela Italiana
- Porções musculares de carnes de diferentes espécies de animais de açougue e toucinho, não sendo permitida a adição de amido.
* Mortadela Bologna
- Porções musculares de carnes bovina e/ou suína e toucinho, embutida na forma arredondada, não sendo permitida a adição de amido.
* Mortadela de Ave
- Carne de ave, carne mecanicamente separada, no máximo de 40%, até 5% de miúdos comestíveis de aves ( Fígado, Moela e Coração) e gordura.
Informe-se
ESTE PÓ BRANCO TAMBÉM MATA ?

VICIADOBarker e os 62 quilos de açúcar que os brasileiros consomem por ano. “Sou viciado. Só falta fazer uma carreirinha de açúcar e cheirar”, diz
De tempos em tempos surgem estudos sobre alimentação que parecem ter sido criados com o objetivo de acabar com a graça da vida. Quase tudo o que a maioria das pessoas adora comer já foi condenado. Carne vermelha com doses generosas de gordura, ovos fritos de gema molinha, pipoca de cinema sem economia de sal, bombons de comer de joelhos... O jeito de conciliar prazer e vida saudável, dizem os médicos, é cair em tentação só de vez em quando. No caso do açúcar, no entanto, uma corrente médica afirma que nem moderação resolve. “Açúcar é veneno. Deveria ser considerado tão ruim e viciante quanto o cigarro e o álcool”, diz o endocrinologista Robert Lustig, da Universidade da Califórnia. “As pessoas comem doce em todas as refeições. Deveriam fazer isso, no máximo, uma vez por semana.” Lustig tornou-se conhecido fora do círculo acadêmico depois que o vídeo Sugar: the bitter truth (Açúcar: a verdade amarga) foi postado no YouTube, em 2009. Desde então, mais de 1 milhão de pessoas assistiram à aula de 1 hora e 26 minutos pela internet. Por que Lustig tem conseguido tanta atenção?
A denúncia que ele faz não é nova. Em 1975, o jornalista americano William Dufty (morto em 2002) fez sucesso com o livro Sugar blues: o gosto amargo do açúcar. Dufty defendia a ideia de que o açúcar é uma droga poderosa, viciante e capaz de provocar inúmeros males à saúde. Ele afirmava que a indústria conspirava para manter os americanos viciados no pó branco vendido legalmente. O argumento central do livro é de que uma pequena redução no consumo de açúcar é capaz de fazer qualquer pessoa se sentir melhor fisica e mentalmente. Radical, Dufty chegava a ponto de afirmar que a redução do consumo de açúcar nos manicômios poderia ser um tratamento eficaz para muitos pacientes. O livro vendeu 1,6 milhão de cópias, fez a cabeça de muita gente, mas o consumo de açúcar não caiu. Só aumentou.
Lustig se dedica a reunir e divulgar evidências contra o açúcar. É um agitador com uma única causa, e virou referência
Agora é diferente. Ao contrário de Dufty, o endocrinologista Lustig é uma voz respeitada na universidade. Além disso, desde os anos 1970 surgiram evidências científicas capazes de sustentar a tese de que os danos do açúcar vão muito além das gordurinhas a mais. Lustig tem se dedicado a reunir e divulgar evidências contra o açúcar. Tornou-se uma espécie de agitador e rebelde com uma única causa. E converteu-se em referência para todos que pensam como ele.
O principal argumento de Lustig é que a forma como o açúcar é metabolizado pelo organismo o torna muito perigoso. O açúcar de cana, tão popular no Brasil, é tecnicamente chamado de sacarose. Quando digerido, ele se transforma em glicose e frutose. Excesso de glicose é ruim, mas excesso de frutose parece ser muito pior. A frutose derivada do açúcar de cozinha e a frutose ultraconcentrada usada no xarope de milho que adoça os refrigerantes nos Estados Unidos são metabolizadas primeiro (e rapidamente) pelo fígado. Ele passa a trabalhar demais, o que pode levar a um fenômeno chamado de resistência à insulina. Ou seja: o fígado deixa de ser capaz de atuar na redução de glicose no sangue. As consequências para a saúde vão do diabetes tipo 2 à impotência sexual
sexta-feira, 29 de abril de 2011
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As 10 figuras mais encrenqueiras dentro da realeza britânica
Às vésperas do casamento real, os britânicos só falam das intermináveis virtudes de William e Kate – bonitos, educados, inteligentes… O casal-modelo, porém, tem uma família problemática, com um passado cheio de confusões e arranca-rabos.
Por Giancarlo Lepiani
1. Princesa Diana
Ela será sempre lembrada pelo meigo sorriso, pelo olhar bondoso, pela alma caridosa. Não por Elizabeth II, que viu a nora colocar em risco a estabilidade da família real britânica. Nada premeditado, claro: Diana era incapaz disso. Mas a verdade é que a princesa – cujo despreparo para os rigores da vida palaciana sempre exasperou a rainha – acabou virando um problema de proporções inimagináveis para quem via a angelical Diana no casamento com Charles. Primeiro, no papel de esposa infeliz. Depois, no de namoradeira após a separação. Por fim, como o grande fantasma de Buckingham, envolvida em incontáveis histórias jamais comprovadas sobre os mistérios mais impensáveis da realeza. Em meio século de reinado, Elizabeth nunca tinha cometido deslizes como chefe de estado, que pressupõe acima de tudo imparcialidade. A única vez em que escorregou foi justamente para interferir num processo judicial contra o ex-mordomo de Diana. Elizabeth II teria dito de maneira profética poucos dias depois da morte de Diana: “Quem iria acreditar que aquela garota poderia ser mais problemática morta do que viva?”
2. Henrique VIII
Em matéria de confusão, ele jamais deixará de ser rei. Pois quem consegue imaginar um encrenqueiro maior do que Henrique VIII, o monarca mercurial, mão-de-ferro, vaidoso e atormentado que governou a Inglaterra por 37 conturbadíssimos anos, entre 1509 e 1547? O começo foi promissor: culto, carismático e cheio de talentos, Henrique prometia um reinado brilhante. Mas uma obsessão foi decisiva para que as coisas desandassem. O rei acreditava que precisava deixar um homem na linha de sucessão ao trono – uma menina, acreditava, seria incapaz de consolidar a dinastia Tudor. Quando a primeira mulher, a espanhola Catarina, foi incapaz de gerar o tão desejado herdeiro, Henrique escolheu outra rainha, Ana Bolena. Não era possível trocar de esposa sob as leis da Igreja Católica? Sem problemas: Henrique rompeu com Roma e promoveu a reforma protestante. Ana seria apenas a segunda de seis esposas do rei – e a primeira de duas que foram decapitadas depois de cair em desgraça com o monarca. O rei teve seu sonhado herdeiro com Jane Seymour, mas ela morreu no parto. E Henrique ficou ainda mais perturbado, cruel e neurótico.
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3. Rei Jorge IV
Sofisticado e erudito, Jorge VI tinha tudo para ser um grande monarca. Em dez anos de reinado (1820-1830), porém, foi alvo do ódio dos súditos. Levava um estilo de vida extravagante, com gastos exorbitantes mesmo enquanto seu país estava em guerra. Egoísta e irresponsável, tinha péssimas relações com o pai, Jorge III. Pior ainda era o convívio – ou melhor, a falta dele – com a mulher. Casado com uma prima alemã, Carolina, acredita-se que Jorge só dormiu com ela uma única vez, na noite de núpcias. Os dois se odiavam. Ela foi morar na Itália, onde se amasiou com um plebeu. Quando Jorge, que vivia com a amante fixa com a qual teve dez filhos, subiu ao trono, Carolina voltou disposta a assumir seus direitos. Jorge baixou um decreto para dissolver o casamento e tirar-lhe o título. Ela chegou a ser impedida de entrar na abadia de Westminster no dia da coroação. Na reta final de vida, Jorge, perturbado e doente, não aparecia mais em público. O jornal The Times resumiu o sentimento nacional após sua morte: “Jamais houve alguém tão lamentável quanto o falecido rei. Não há olhos que choram por ele”.
4. Rainha Vitória
No reinado mais longo de todos (63 anos), ela construiu uma imagem pública invejável. A grande rainha Vitória, porém, também gostava de uma boa confusão – ainda que, no fim, fosse por uma boa causa. Assumiu uma monarquia já esvaziada, sem poder político direto. Mesmo assim, não abria mão de influenciar decisões do governo. Apesar de ter sido apelidada de “vovó da Europa”, por ter espalhado 35 filhos e netos pelas famílias reais do continente, a rainha casca-grossa detestava ficar grávida e achava os recém-nascidos “feios”. Em 1842, passeava de carruagem quando um homem apontou uma arma, sem disparar. Vitória decidiu fazer o mesmo caminho no dia seguinte, só para provocá-lo e pegá-lo no flagra. Não deu outra: ela escapou da bala e o bandido foi preso. Décadas depois, alvo de outro atentado frustrado, afirmou, diante da comoção dos súditos: “Às vezes vale a pena ficar na mira de um tiro. Para saber o quanto você é amada.” Baixinha atarracada, nunca escondeu que gostava do gigantismo de seu império: “Devemos estar preparados para ataques e guerras ininterruptas”.
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